A contagem regressiva para a fase prática da Reforma Tributária já começou e, com ela, surge um novo e rigoroso sistema de penalidades. De acordo com a Thaise Hagmayer, Supervisora Fiscal e especialista em Otimização de Processos, as empresas que não revisarem seus fluxos operacionais até junho de 2026 correm riscos severos de perdas financeiras.
O ponto central do alerta reside na Lei Complementar 227/2026, que estabelece punições pesadas para falhas no cancelamento de documentos fiscais e no destaque dos novos tributos (IBS e CBS).
O “Fim da Linha” para o cancelamento de Notas
Uma das mudanças mais drásticas destacadas por Thaise atinge diretamente o setor de faturamento e logística. Segundo a especialista, o cancelamento de uma nota fiscal após a ocorrência do fato gerador (o fornecimento ou início da circulação) não será mais apenas um erro burocrático, mas um rombo no caixa.
“A partir de agora, o cancelamento de um documento fiscal após o fato gerador acarretará uma multa de 66% sobre o valor do tributo de referência“, explica Thaise.
Ela ressalta que mesmo erros de prazo, onde o cancelamento ocorre fora da janela regulamentar mas antes do fato gerador, já geram uma penalidade de 33%. Um detalhe técnico crucial: a multa é calculada sobre a alíquota cheia do tributo, ignorando possíveis reduções de base que o produto possa ter.
Junho de 2026: O prazo fatal para sistemas e automação
A transição exige que o setor de TI e o Fiscal caminhem juntos. Thaise Hagmayer aponta que, com a publicação do regulamento prevista para fevereiro, o destaque obrigatório do IBS e da CBS nos documentos eletrônicos deve iniciar em 1º de junho.
“As empresas têm um curto espaço de tempo para adaptar seus sistemas. Quem não realizar o destaque correto estará sujeito a multas e ao pagamento retroativo do imposto”, afirma a supervisora. Na visão da especialista, a migração para sistemas mais robustos, como o Questor, torna-se um movimento estratégico para evitar falhas humanas que o fisco não irá perdoar.
Gestão de Riscos e o Projeto BTO
Como líder na otimização de rotinas complexas, Thaise reforça que a missão atual na França o meu Contador é assegurar que a saúde financeira do cliente não seja comprometida por falta de conformidade. A implementação de fluxos estratégicos e auditorias preventivas são as ferramentas escolhidas para blindar as empresas contra esse novo cenário de “tolerância zero” da Receita Federal.
Sobre a Especialista
Thaise Hagmayer é Supervisora Fiscal e Especialista em Otimização de Processos com 15 anos de experiência na área contábil. Especialista em auditorias fiscais e rotinas de impostos indiretos (ICMS, PIS/COFINS, IPI), atua na liderança de equipes e na estruturação de fluxos estratégicos, garantindo a conformidade das empresas frente às constantes mudanças da legislação brasileira.
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