A Reforma Tributária não é apenas uma mudança de nomes e alíquotas; ela introduz um dos mecanismos mais disruptivos da história fiscal brasileira: o Split Payment. Se sua empresa opera com transações eletrônicas, este é o ponto que mais exige atenção imediata do seu departamento de TI e do financeiro.
O que é o Split Payment na prática?
Diferente do modelo atual, onde a empresa recebe o valor total da venda e depois apura e paga o imposto, o Split Payment prevê a retenção e o recolhimento do tributo no ato do pagamento. Ou seja, quando o seu cliente paga uma fatura ou passa o cartão, o sistema bancário já separa a parcela do IBS e da CBS, destinando-a diretamente ao governo.
Os 3 Maiores Desafios para a sua Empresa:
- Fluxo de Caixa: O valor do imposto não passará mais pela conta da empresa. Isso exige uma nova gestão de capital de giro, já que o “fôlego” entre a venda e o vencimento da guia de imposto deixa de existir.
- Integração de Sistemas (ERP): Seus sistemas de gestão precisarão estar 100% integrados com as instituições financeiras para que a conciliação bata com o valor líquido recebido.
- Créditos Tributários: A sistemática de créditos será baseada no pagamento. Se o imposto foi “splitado” corretamente, o crédito é gerado de forma mais rápida e transparente.
Como estamos nos preparando?
Aqui no França o Meu Contador, já estamos analisando as normas técnicas da Receita Federal para orientar nossos clientes na atualização de seus processos internos. O objetivo é garantir que, em 2026, a sua empresa não sofra com bitributação ou erros de integração bancária.


